Série Historiografia Personagens,
estratégias e saberes na construção da escola brasileiraAutora: Heloísa Helena Pimenta Rocha (org.) Os textos deste livro sintetizam parte da história que vem sendo produzida no interior do Grupo Educação, História e Modernidade, abrangendo um número cada vez mais variado de fontes (legislação, relatórios oficiais, fotografia, imprensa, memórias, literatura, documentos oficiais, provas, abaixo-assinados etc.), na busca de maior inteligibilidade dos processos educacionais experimentados no oitocentos e primeiras décadas do novecentos. Entretanto, bem melhor que falar sobre a produção é conhecê-la diretamente. Convidamos os leitores a compartilharem deste “mergulho” nos séculos XIX e XX, através de seus personagens, estratégias, saberes e fontes.
Editora: Edusf, 2006.
Este trabalho é o resultado de uma incursão na produção literária brasileira do final do século XIX e das primeiras décadas do século XX, na qual se buscaram as representações sobre a ciência e o fazer científico que se fazem presentes em algumas obras. Escolheram-se como objeto de estudo alguns romances do período, sendo que a maior parte dos títulos analisados possui edições recentes e compõe a nossa literatura de uso escolar. Deu-se destaque às “imagens literárias” que expõem elementos da ciência daquele momento, ao uso de explicações e teorias científicas na composição das obras e às múltiplas definições para o papel da ciência na sociedade.
Editora: Edusf, 2006.
O livro que ora apresento é um produto de pesquisa financiada pelo CNPq. Ele versa sobre uma interface entre a educação escolar e o Estado nos anos Vinte. A Velha República tinha um recorte liberal e descentralizado. Assim, o Estado Nacional deixou à inteira competência dos Estados–membros a responsabilidade da educação escolar primária. Não havia nenhum princípio nacional afirmativo que assegurasse a gratuidade e a obrigatoriedade desta etapa da escolaridade. A Revisão Constitucional de 1926 expressa esta tendência de o Estado começar a interferir na ordem social especialmente nas relações de trabalho e na ordem federativa em aspectos da autonomia dos Estados. Os parlamentares que reconheciam, naquele momento, a importância de parâmetros nacionais para o ensino, buscaram introduzir a gratuidade e a obrigatoriedade do primário para todo o país, como um direito de cidadania. Mais importante do que insucesso na empreitada é tentar captar o processo de entrada do Estado nesta matéria. Por outro lado, o único princípio nacional da educação escolar era um mandamento proibitivo: o ensino religioso em escolas públicas era interdito em nome da laicidade do Estado e do respeito isonômico ante os diferentes credos. O insucesso da bancada católica que só não atingiu seu objetivo de reintroduzir este ensino nas escolas públicas por exígua margem de 11 votos não lhes retirou o ânimo de voltar à carga, agora com sucesso, em 1934. Sucesso também apreciado pelos que queriam a presença de um Estado interventor na economia e no social. Assim, a Revisão Constitucional de 1925-1926 representa um momento importante em que a figura do Estado Nacional como sujeito político interventor nas relações sociopolíticas e na educação escolar vai se fazendo presente. Papel do qual as teorias neoliberais dos anos Oitenta e Noventa, em forte ação política, vão buscar reiterar.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2003
O movimento de constituição do sistema escolar mineiro se intensifica com a implantação da República. A importância atribuída à escola na divulgação de uma moral social, indispensável à consolidação do novo regime político, faz com que o governo mineiro assuma uma linguagem redistributivista no que se refere à oferta da escola e adote medidas visando estabelecer as bases e condições de funcionamento de um sistema público de educação primária, no Estado. Esse movimento, marcado por avanços e recuos, sofre um abalo em 1930. Apesar do clima de efervescência em torno da escola, reinante no país, o governo mineiro adota uma política restritiva em relação ao setor, que é compensada pela ênfase na modernização do sistema escolar, com vistas a imprimir-lhe padrões de racionalidade e eficiência. Educação e Estado Novo em Minas Gerais analisa esse movimento mostrando, a partir de uma acurada pesquisa, a consolidação de uma política marcada pela recessão e pelo controle que, em muitos aspectos, se antecipa às medidas autoritárias adotadas pelo Estado Novo, com efeitos desastrosos sobre o sistema escolar mineiro. Este texto foi apresentado originalmente como tese de Doutorado, defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em História e Filosofia da Educação PUC-SP, sob a orientação do Prof. Carlos Roberto Jamil Cury. Conforme proposta da Coleção, ele está sendo publicado na íntegra, sem nenhuma intervenção que vise a sua atualização.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2003
Neste trabalho é discutida a reconfiguração da disciplina escolar de Educação Física no Brasil nos anos da ditadura militar, a partir do cruzamento de fontes como a Revista Brasileira de Educação Física e Desportos, os programas escolares para a Educação Física e os depoimentos de professores escolares de Educação Física. Apoiada a análise sobre o campo da história das disciplinas escolares e tendo como referência o pensamento de Edward Palmer Thompson, para quem o diálogo entre o ser e a consciência social são estruturadores da experiência, o trabalho reafirma a perspectiva corrente na historiografia, da redução da Educação Física escolar aos códigos da instituição esportiva, mas capta o consórcio ativo dos professores escolares de Educação Física para a consolidação daquele processo. Assim, mostra como se desenvolveu uma adaptação entre o que preconizavam as políticas governamentais e as necessidades dos profissionais da área. Nesse sentido, a experiência dos professores escolares apontou para as reformulações da Educação Física brasileira que teriam lugar ao longo das décadas de 1980 e 1990.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2003
Educadores à meia-luz examina a história dos investimentos dos professores paulistas, enquanto profissionais,
no trabalho de organização e delimitação do espaço destinado ao debate de questões
relativas ao ensino, nas duas primeiras décadas do século XX. Simultaneamente pretende contribuir para que se
compreenda as características da argumentação tecida sobre as questões fundamentais do período,
ou seja, o problema da organização dos serviços de ensino e os da formação e do trabalho
dos professores. Com essa perspectiva estuda-se a atuação da Associação Beneficente do Professorado
Público de São Paulo – primeira entidade de defesa da categoria do magistério criada em 1901 –
e sua iniciativa de manutenção de um periódico educacional, a Revista de Ensino.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2003
A obra pretende incrementar o debate em torno da constituição, consolidação e/ou mudança nos padrões de desenvolvimento das disciplinas escolares no Brasil. Para tanto, reúne um conjunto de trabalhos que abordam, a partir de diferentes referenciais analíticos, disciplinas como Matemática, Física, Espanhol, Educação Física, Estudos Sociais, Geografia e História. Apresenta ainda um balanço das pesquisas recentes na área e um trabalho que alude às possibilidades de pesquisa nesse campo a partir de uma crítica das humanidades. Sua unidade reside justamente na particularidade do olhar do(s) historiador(es) para um objeto tão preciso e fecundo quanto a história das disciplinas escolares, dimensão tão marcante da renovação que tem adensado os estudos mais recentes em história da educação, não só no Brasil.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2003
A constituição do Estado nacional argentino resultou de conflitos desencadeados após as lutas pela emancipação da Coroa espanhola, a partir de 1810. Desde então, um cenário de disputas enunciava a difícil tarefa de constituir um Estado unificado. Para as elites criollas portenhas, era premente definir a configuração territorial deste Estado, bem como assegurar à capital a centralização do poder político, administrativo e financeiro. O alcance destes objetivos se deu com embates, indispondo lideranças portenhas e provinciais. A integração das províncias em torno de uma Constituição só foi possível na década de 1860, quando foram desenvolvidos projetos em âmbito nacional. Uma das áreas de interesse do novo governo foi a educação. Coube ao Governo Federal o desenvolvimento do ensino secundário, com o objetivo de formar as novas elites dirigentes informadas dos conhecimentos históricos da nação e imbuídas de um "sentimento patriótico". Para tanto, a disciplina História Argentina, bem como seu material didático jogaram um papel fundamental. O intuito deste livro é analisar as representações de nação presentes nos manuais de História Argentina dirigidos ao ensino secundário e publicados entre 1868 e 1912. Por meio deles, buscou-se formar os futuros cidadãos da nação, consolidar o Estado nacional e promover a nacionalidade argentina.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2003
Os arquivos da Inquisição Portuguesa são ricos em provas que caracterizam as práticas sociais de leitura e escrita no Portugal de Seiscentos. O cárcere, a migração, a revolta, a doença, a rejeição, o medo... levavam tanto o homem comum como a mulher, presumível analfabeta, a escrever cartas, a afixar pasquins, a copiar fórmulas mágicas, como forma de agir contra a adversidade. Nas suas cantareiras havia pequenos livros, ou folhetos, que lhes serviam de auxílio na devoção. Nos autos que testemunhavam, muitos sabiam assinar o nome. Nos textos que deixaram escritos e que a Inquisição apreendeu, lê-se, em penosa ortografia, como soava a língua que falavam.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2003 Cidadania e Educação na Trama da Cidade: a construção de Belo Horizonte
em fins do século XIXAutora: Cynthia Greive Veiga
- “Vai à capital? Perguntou.
Edição: EDUSF - Editora Universitária São Francisco; Universidade São
Francisco; 2002
A proposta central deste trabalho é analisar o processo de implantação e consolidação do
ensino público na cidade do Rio de Janeiro, inaugurado com a instituição do sistema de ensino das Aulas
Régias em todo o Reino Português, promovido pelo Marquês de Pombal em 1759. O limite final de nosso trabalho
foi o ano de 1834, quando o Ato Adicional à Constituição de 1824 substituiu o sistema de ensino centralizado
que até então vigorava, descaracterizando a estrutura inaugurada com as Aulas Régias.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2002.
Na emergência de um mercado consumidor em expansão, estimulado por avanços tecnológicos capazes de baratear custos e sob condições favoráveis à circulação, surge, em 1905, uma publicação destinada à infância, que permaneceria atuante por mais de meio século: O TICO TICO. Sintonizados com as expectativas mais amplas da sociedade em relação à criança e identificados com os valores e comportamentos das classes privilegiadas, seus editores investiram e impuseram uma linha educativa a um instrumento de comunicação de massa. Todavia, sem condições de competitividade diante do grau de racionalização alcançado pela atividade empresarial ligada à imprensa infantil, incapaz de absorver novos valores e estilos de vida e de enfrentar, persuasivamente, novos contornos do bem e do mal, do certo e do errado, da violência e da tolerância, O TICO TICO desaparecia nos incisos de 1960, expulso por outros “pardais”, os “gibis”.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2002.
O livro analisa a atuação profissional do Dr. Joaquim José de Menezes Vieira - médico e educador -, na segunda metade do século XIX, na cidade do Rio de Janeiro. Dono do Colégio Menezes Vieira (1875-1887), implementou o primeiro jardim de infância do Brasil, o método intuitivo e o ensino profissional entre as modernidades educativas. Participou dos principais eventos da vida educacional do período: conferências pedagógicas; exposições pedagógicas; Associação Mantenedora do Museu Escolar, Sociedade Liga do Ensino, etc. Foi professor do Instituto dos Surdos-Mudos; implantou e dirigiu o Pedagogium; produziu uma extensa obra didática e, entre elas, compila o primeiro manual destinado aos professores de jardins de infância.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2002. O nacional
e o local: ingerência e permeabilidade na educação brasileiraAutora: Flávia Obino Corrêa Werle A multidimensionalidade das relações entre o nacional e o local na administração e na política educacional brasileira é abordada nesta obra, numa perspectiva histórica, enfocando estatísticas e espaços escolares; propostas referentes à alimentação do escolar, ao livro didático e à educação de jovens e adultos; os colegiados educativos e a estruturação organizacional dos diferentes níveis dos sistemas de ensino. A análise identifica movimentos de ingerência e de permeabilidade, de ambigüidade e superposição entre as instâncias federal, estadual e municipal quanto a políticas educacionais. É um trabalho que poderá subsidiar a discussão acerca da municipalização do ensino, da descentralização da educação e da autonomia das instâncias do estado.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2005.
O livro aborda as tensões que marcaram o movimento educacional em um dado momento de sua configuração, o ano de 1932, com base na leitura de um documento que o qualifica: o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Esse documento funda o debate que permeou a montagem do sistema público de ensino no Brasil, apresentando-se como um plano de ação e um documento emblemático, no qual a carga simbólica de seu texto, aliada às sucessivas leituras que dele foram feitas, transformaram-no em lugar de memória da educação republicana.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2002. 113 p.
Na primeira metade do século XIX, Minas Gerais foi palco de muitas festas. Festas religiosas, festas profanas e festas
políticas.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2002. 196 p.
Problematiza-se neste trabalho o movimento de afirmação de uma nova cultura escolar em Belo Horizonte nas duas primeiras décadas do século XX, com a reforma do ensino primário mineiro de 1906, que instituiu os Grupos Escolares. Com a pretensão de realizar uma “verdadeira revolução de costumes” nas crianças, baseava-se na tríade spenceriana educação moral, intelectual e física: mais que instruir, era preciso educar. Educação que se traduziu também como cultivo dos corpos, para o qual a “Gymnastica” foi prática mobilizada, orientada sob o primado regulador da correção, endireitamento e constituição dos corpos das crianças, especialmente as pobres, tidos como disformes e desalinhados. A ginástica como prática ortopédica foi expressão reveladora do investimento de uma época sobre o corpo das crianças, no âmbito da escola.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2002. 369 p.
O objetivo deste trabalho é situar a educação dos negros no processo de abolição do trabalho escravo no Brasil. Trata-se de uma análise que procura compreender a articulação entre a abolição da escravidão e a educação dos negros como medidas paralelas e complementares no final do século XIX. Com esse objetivo, perseguimos a legislação que tratou da questão do elemento servil, basicamente através da Lei do Ventre Livre (1871), onde foi estabelecido - entre outras coisas - que as crianças que nasciam livres de mulheres escravas deveriam ser educadas. A partir desta determinação legal, investigamos o sentido da educação dos negros enquanto uma das estratégias construídas pela elite dominante como forma de preparação para a inserção deste grupo racial em uma sociedade organizada a partir do trabalho livre.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2001.
As mudanças ocorridas recentemente na sociedade, que parecem querer acarretar o fim das utopias educativas, o fim da
infância, a massificação das novas tecnologias e a necessidade do docente de legitimar seu papel como
educador, levam à urgência de se repensar a pedagogia.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2001
O Ateneu de Charles Dickens é um esforço bem sucedido de se entender o que somos hoje a partir do que já
fomos.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2001
Primeira escola no Brasil a preparar para o magistério em nível superior, entre 1932 e 1937, o Instituto, criado por Anísio Teixeira e dirigido por Lourenço Filho, introduziu um conceito de exercício docente inédito no país, em que a Didática era substituída por cursos de Matéria; desenvolveu práticas de leitura e ampliou o conjunto bibliográfico à disposição de professores, gestando os princípios de uma nova cultura profissional docente; e atuou como campo de experimentação de métodos de ensino e de estudos da criança e adolescente, objetivando constituir uma ciência pedagógica, adaptada às condições brasileiras. No momento em que tanto se discute a formação de professores, rever essa experiência singular pode inspirar outros entendimentos sobre o passado e o presente do magistério.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2001. 343 p.
O estudo que agora se publica é constituído por um conjunto de capítulos organizados em torno da problemática
da alfabetização, sua especificidade, usos e práticas.
Edição: Editora Universitária São Francisco,2001. 216p.
O livro estuda as relações entre a educação brasileira e as Exposições Internacionais, Nacionais e Congressos ocorridos em sua órbita, no período de 1862 (Exposição de Londres) a 1922 (Exposição do Centenário da Independência, Rio de Janeiro). Situa como o Brasil participou dessas manifestações de celebração do progresso que representaram a educação como um dos pilares centrais para a edificação e normatização da sociedade ocidental moderna. Analisa como diferentes grupos sociais debateram propostas relativas a um conjunto de instituições educacionais, na perspectiva de promover a educação moral e a incorporação dos indivíduos na sociedade de classes. Na primeira parte verifica-se como, no interior das Exposições Internacionais, atribuiu-se o signo de civilização, de progresso e modernidade à educação, e a participação brasileira neste processo. Na segunda parte, analisam-se os Congressos internacionais e nacionais ocorridos principalmente durante as Exposições, em que vários setores discutiam e formulavam propostas para as instituições educacionais. Identificam-se as articulações e as propostas relativas ao quadro de instituições educacionais, especialmente quanto à educação popular. As ênfases na ciência e na infância, os interesses religiosos e a influência do pan-americanismo são aspectos destacados. Na terceira parte, abordam-se as propostas pedagógicas veiculadas nas Exposições e nos Congressos. Analisam-se as idéias relativas à educação moral, ao civismo e ao ensino religioso, temas de intenso debate, ao lado dos novos métodos e materiais pedagógicos, referenciados em uma “pedagogia do progresso”, e a sua influência na organização das Exposições. Nas conclusões, analisam-se as ambigüidades presentes nesse processo: a educação popular, no Brasil, era pensada como elemento ordenador de uma estrutura social com altos graus de exclusão.
Edição: Editora Universitária São Francisco,2001. 262p.
O livro analisa os cadernos de classe da escola primária argentina, no período que vai dos anos trinta até os primeiros anos da década de setenta do século passado. Por três décadas, estes cadernos foram uma das formas privilegiadas de registro das tarefas de ensino e aprendizagem, sendo hoje estudados também em países como França e Espanha.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2005.
Fruto do III Seminário do Grupo História, Educação e Modernidade, esse livro reúne trabalhos
agrupados em torno de dois núcleos. No primeiro encontram-se inseridos estudos no campo da historiografia, procurando
debater o modo como a educação brasileira do século XIX foi representada por intermédio da escrita
de três autores, com perspectivas e destinações bem determinadas. Dessas narrativas, sobressai o signo
do atraso pelo qual se procurou construir a memória da educação oitocentista.
Edição: Editora Universitária São Francisco,2001. 190p. Crítica
da razão solitária: a psicologia social segundo George Herbert MeadAutor: Odair Sass Este é um estudo teórico da psicologia social do filósofo e psicólogo norte-americano George Herbert Mead (1863-1931). Dois movimentos são privilegiados neste estudo. O primeiro repõe a discussão sobre o pragmatismo. O segundo concentra-se na leitura dos conceitos básicos da psicologia social meadiana. Em decorrência disso, as principais conseqüências podem ser assim resumidas: 1ª) a crítica do pragmatismo exige muito mais do que tem sido apressadamente dito acerca dessa vertente do pensamento filosófico e científico; 2ª) a psicologia social de Mead gera um modelo psicológico básico de análise das relações sociais e do processo de individuação; 3ª) tal modelo é compatível com a concepção histórico-social da psicologia, elaborada a partir da teoria marxista da sociedade; 4ª) a estruturação aberta do referido modelo permite expandi-lo para áreas do conhecimento de acesso difícil à psicologia, entre as quais podem-se incluir as teorias da moral e da economia política, da linguagem e da ciência da educação. Daí também a permanência de uma interlocução tensionada, no duplo sentido da atração e repulsão relativas a certos pressupostos e conseqüências do referido modelo.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2004. Cultura e política no século XIX: o exército como
campo de constituição de sujeitos políticos no impérioAutora: Cláudia Maria Costa Alves Este estudo enfoca as relações entre a formação intelectual dos oficiais militares, a prática militar da corporação e a política do governo imperial para o exército na constituição de uma intelectualidade que assumiu o papel dirigente na conjuntura final do Império. A experiência de construção do exército no quadro particular da região do Império do Brasil marcou esta intelectualidade militar, que pensava o exército como o verdadeiro educador do cidadão.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2002. Da sagrada missão pedagógicaAutora: Eliane Marta Teixeira Lopes Este trabalho traz a possibilidade de uma leitura que se baseia na história, mas também na psicanálise, na religião e nos estudos da língua e da palavra, estabelecendo uma conivência entre seus possíveis leitores e sua autora. Uma leitura nada convencional, nada ortodoxa pode conduzir os leitores a uma conclusão às vezes desconfortável, mas instigante.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2003. Educação
no Brasil: história, cultura e políticaOrganizadores: Ana Maria Magaldi, Cláudia Alves e José Gonçalves Gondra Abordar a complexa questão da educação no Brasil representa um desafio cujo enfrentamento demanda doses consideráveis de ousadia. Há diferentes formas de fazê-lo, observáveis, por exemplo, na variedade de gestos construídos pelos educadores-pesquisadores para compreendê-la e transformá-la na direção de uma prática cultural socialmente justa e democrática. Tendo como horizonte esse desafio tão difícil quanto instigante, apresentamos este livro, fruto de agradáveis encontros realizados ao longo do ano de 2001 na UERJ. Nesta obra coletiva, a educação brasileira, compreendida em suas relações indissociáveis com os cenários da cultura e da política, encontra-se examinada na perspectiva da história, em um conjunto de artigos produzidos por conhecidos especialistas, recobrindo questões dos tempos coloniais aos dias atuais. Com isso, as múltiplas abordagens criam condições para o leitor problematizar tradicionais esquemas de classificação, de inteligibilidade e de narração a que a história da educação brasileira foi (e vem sendo) submetida. O esforço aqui empreendido, apresentado através de uma pluralidade significativa de objetos, questões, metodologias e olhares sobre o tema, apóia-se na compreensão do fenômeno educacional em seu duplo estatuto de produtor e de produto da cultura. E, enfatizando ainda a dimensão de utopia presente nos debates educacionais, procura afirmar a idéia de que a construção de uma sociedade em novas bases exige necessariamente o conhecimento agudo dos múltiplos aspectos da educação e de sua história.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2003. Entre
o indivíduo e a sociedade: um estudo da filosofia da educação de John DeweyAutor: Carlos Otávio Fiúza Moreira Este trabalho busca compreender a relação entre indivíduo e sociedade na educação escolar e ampliar a discussão sobre os significados da “escola nova”, do pragmatismo americano e dos vínculos entre educação e democracia. A base de análise são textos escritos pelo filósofo e educador John Dewey (1859-1952), tendo como referência o período de 1894-1904, em que ele trabalhou na Universidade de Chicago e lá organizou uma escola experimental (Laboratory school). A noção de hábito (habit) é o fio condutor do texto, que está construído como uma espécie de debate entre os campos educacional, filosófico e das ciências sociais. Apresentam-se alguns aspectos da formação de John Dewey e de sua trajetória profissional no contexto das transformações socioeconômicas por que passaram os Estados Unidos no final do século XIX. São discutidos também temas que estiveram em pauta na organização da Escola Laboratório da Universidade de Chicago, como os confrontos entre uma escola centrada na criança (child-centered) e uma escola voltada para a idéia de comunidade, entre educação para a mente e educação para as mãos, entre trabalho intelectual e trabalho manual etc. A análise da noção de hábito está feita com o intuito de ressaltar a relevância das idéias de John Dewey e do pragmatismo para o debate que vem sendo levado adiante pelas ciências sociais – sobre a complexidade da relação entre indivíduo e sociedade.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2002.
Este livro reúne trabalhos de História da Educação, produzidos entre 1988 e 2002. Nos ensaios que o compõem, figuras muito conhecidas como Caetano de Campos, Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira e Lourenço Filho são personagens que insistentemente protagonizam o relato e invadem a cena de outros protagonistas, figuras menos célebres, como Vicente Licínio Cardoso, Edgar Süssekind de Mendonça, Sampaio Dória, Everardo Backeuser e muitos outros. Como personagens, todos eles dramatizam temas, levantam questões e tensionam a narrativa. Em cada ensaio, produz-se uma teia de relações diferenciada que reconfigura, a cada vez, o campo da análise por meio de leves deslocamentos temáticos e pragmáticos.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2003. Formar cidadãos úteis: os patronatos agrícolas e a infância pobre na Primeira RepúblicaAutor: Mílton Ramon Pires de Oliveira Este livro enfoca o processo de constituição dos patronatos agrícolas enquanto instrumentos de assistência à infância e adolescência pobres durante a Primeira República, concorrendo para a conformação da força de trabalho segundo os princípios demandados pelas relações sociais de produção em consolidação na sociedade brasileira. Criados junto ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, integravam o conjunto de ações e representações que sustentavam a atuação governamental no meio rural. Ao inscrever entre seus objetivos a educação e a regeneração, pretendia-se intervir ante situações classificadas como problema: as condições sociais da produção agropecuária, definidas como atrasadas, e da infância e adolescência pobres urbanas.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2003. Infância, trabalho
e educação: A revista Sesinho (1947/1960)Autora: Olga Brites Esta pesquisa aborda a revista infantil Sesinho, publicado no Rio de Janeiro entre 1947 e 1960, patrocinada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e dirigida por Vicente Guimarães. Através de seus números, são analisados sentimentos e valores que a instituição mantenedora, o diretor da publicação e os intelectuais nela atuantes construíram para a infância na família industriária nesse período, levando em conta dimensões de Infância, Trabalho e Educação. Abordam-se, com base nesse material, dimensões da vida social da época, considerando relações de poder elaboradas pelo mensário e os projetos destinados às crianças da família industriária. Dessa forma, o estudo se dedica a articulações entre a revista e aspectos da Literatura Infantil brasileira, às propostas de Sesinho para Educação e Trabalho na Infância, para a família industriária no Brasil e para os papéis destinados a homens e mulheres nela e no conjunto social.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2004. A invenção de uma nova ordem para as cartilhas: ser maternal, nacional e mestra. Queres ler?Autora: Iole Maria Faviero Trindade “Este livro interessa a muitos leitores: àqueles que se envolvem com as questões da educação, tanto no âmbito escolar quanto no mais geral, àqueles que vêm trabalhando na área da História da Educação e da Leitura, e a todos que se interessam pela própria formação da sociedade brasileira, pelas continuidades que a marcam e pelas descontinuidades que podem nos produzir assombros” (Rosa M.H. Silveira). “Este estudo representa uma significativa contribuição para a área da História da Alfebetização no Brasil, junto com os estudos de Mortatti, Maciel e outros, e para a História do Livro Escolar. Sua autora foi extremamente perspicaz em selecionar um nicho da Educação Rio-Grandense até o momento não explorado” (Maria H.C. Bastos).
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2004. O mundo da
criança: a construção do infantil na literatura brasileiraAutora: Maria Cristina Soares de Gouvêa A pesquisa busca investigar as representações sobre a infância presentes em textos literários destinados à criança no Brasil, tendo como recorte histórico a produção situada entre 1900 e 1937. Procura-se analisar, mediante a construção de uma escrita dirigida à criança, como se conforma um relato da infância e seus contornos, no interior de uma prática cultural específica, a saber, a literatura infantil. Tem-se em vista que o discurso dirigido à criança dialoga com os enunciados em circulação em outras formações discursivas, centrados no ideário de modernização da sociedade brasileira.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2004.
Este livro, organizado em sete capítulos, aborda basicamente os seguintes temas: 1. análise das razões que levaram à criação do Instituto, bem como a ligação deste com os problemas sociais mineiros e belo-horizontinos da época estudada; 2. esboço do perfil da clientela do Instituto, tanto daquela prevista idealmente pelo regulamento, quanto daquela verificada concretamente; 3. exame dos fundamentos da organização e funcionamento do Instituto, bem como as práticas de educação/formação postas em obra no interior da instituição; 4. as diversas modalidades de trabalho praticadas pelos educandos no Instituto; 5. a organização dos estudos propriamente ditos e seu papel no seio do processo mais geral de formação dos educandos; 6. pesquisa das fontes que inspiraram a criação e organização do Instituto; 7. o destino social reservado a egressos do Instituto, destino que nem sempre correspondia àquele esperado pelos fundadores e pela direção do estabelecimento.
Edição: Editora Universitária São Fancisco, 2001. 174 p.
O livro tem como objetivo mais amplo discutir a importância da educação escolar como meio de moralização e padronização social utilizado pelos grupos dominantes no processo de construção da sociedade de classes no Brasil. Foram diversas as instituições educativas e/ou disciplinares por eles organizadas e dirigidas aos trabalhadores, aos filhos dos trabalhadores, nacionais e imigrantes, e – por oposição – aos “sem-trabalho”, aos “vagabundos” e aos mendigos. Através do estudo das principais iniciativas educacionais na área da denominada “instrução popular”, a investigação pretende apreender as possíveis relações entre as diferentes formas de organização do poder no plano societário e as mudanças na organização do ensino.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2003.
Na dinâmica institucional entretecem-se instâncias epistêmicas, substantivas, metodológicas e de investigação-ação, cujas representação, nos planos material e simbólico, e abordagem científica desafiam a uma multidimensionalidade e a uma multifatorialidade, nos quadros sincrônico e diacrônico. Essas instâncias são: a educação (como atualização científica, axiológica, tecnológica, de cidadania, de humanitude e subjetivação); a história (como discurso pleno, integrativo, evolutivo) e a instituição (como enquadramento, referente, metaeducação, estrutura de ação e de institucionalização). Tecer nexos entre elas é torná-las inteligíveis, racionais, significativas, projetivas. Historiar uma instituição educativa na sua complexidade é definir-lhe um quadro espaciotemporal, reconhecer-lhe uma ação sociocultural, material, simbólica, organizacional, antropológica, descobrir-lhe um sentido.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2004. Onde Encontrar as Publicações
Editora Universitária São Francisco - EDUSF
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