Série MemóriaSérie Memória
Esta obra é resultado da análise da produção teórica e a atuação concreta de um grupo de médicos misto de cientistas sociais que se designavam a si mesmos como membros da Escola Nina Rodrigues, ?escola? que apesar de bastante mencionada pelos autores que tratam da história intelectual brasileira, ainda não foi analisada enquanto tal. Se esta história é a de um grupo de intelectuais que no processo de se constituir se diferencia de outros grupos sociais, criando novos campos de atuação, é também um trecho da história de uma elite mais ampla que extrapola os limites das definições profissionais e inscreve sua presença nas instituições que regulam a nossa vida em sociedade.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2001
Em Baú de memórias, bastidores de histórias: o legado pioneiro de Armanda Alvaro Alberto, a autora se debruça sobre o arquivo pessoal de uma das signatárias do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. No emaranhado de informações dispersas, procurou decifrar a lógica interna do arquivo e as intenções que guiaram sua elaboração. O folhear de velhos documentos - fotos, cartas, bilhetinhos, álbuns de recortes de jornais, relatórios escolares, atas, livros de ouro, livros-caixa, textos publicados e inéditos - permitiu traçar a singular trajetória da educadora no movimento de renovação educacional e refletir sobre as práticas de memória feminina, os espaços de visibilidade da mulher na trama da história e na história da educação brasileira.
Este livro reúne trabalhos apresentados por pesquisadoras brasileiras no ?I Congreso Internacional sobre 6os Processos de Feminización del Magisterio?, realizado em San Luis Potosi - México em 2001. São nove textos que discutem, cada um a seu modo, o processo de feminização da profissão docente no Brasil, enfatizando duas questões: ?quando e por que o magistério se tornou uma profissão feminina?? e ?qual o impacto dessa feminização na profissão docente?. As reflexões e análises apresentadas são acompanhadas por dados levantados nos trabalhos de pesquisa que deram origem aos textos, alguns referentes ao contexto nacional, outros com origens regionais. Ao final, a evidência da necessidade de incorporação da reflexão acerca da temática presente neste livro para a compreensão da história da profissão docente, quer no Brasil, quer em outras partes.
O estudo trata Construção Social da Infância no Brasil sob a temática da Violência Doméstica contra Crianças e/ou Adolescentes. Numa perspectiva hodierna do fenômeno, tomou-se a produção autobiográfica, em prosa, de poetas, prosadores, críticos e ensaístas brasileiros de todos os períodos literários que privilegiaram a própria infância como período de vida e relataram esse tipo de violência. A abordagem sociohistórica constatou que o fenômeno só se expressa a partir de 1931, dentro do que Alfredo Bosi define como Tendências Contemporâneas. Além disso, o discurso literário conseguiu antecipar - a partir de 1940 - a discussão crítica da Violência Doméstica contra Crianças e/ou Adolescentes, orientada pela valorização da especificidade da criança como pessoa e como cidadã, essa discussão no discurso científico no Brasil só se realizaria a partir da década de 1980.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2001
Edição especial da Coleção Estudos CDAPH traz análises de Bruno Bontempi Jr., Marcos Cezar de Freitas, Ângela Castro Gomes, Zaia Brandão, Marta Maria Chagas de Carvalho e Clarice Nunes apresentados no Seminário Internacional Memória da Educação Brasileira realizado pelo CDAPH em 1998. A coletânea aborda o intricado jogo de configuração dos campos intelectuais através dos quais educação, política e sociedade tornam-se temas, ora descritivos ora normativos. Assim, trata da configuração de grupos intelectuais relacionados à educação no Brasil sob diversos aspectos. Todas as análises estão relacionadas à intenção de se produzir uma história dos intelectuais, das idéias e das instituições da educação, atendendo aos objetivos do CDAPH.
Edição: Editora Universitária São Francisco, 2002.(2ª edição)
88 p.
Para muitos, se as autobiografias existissem para ser fiéis, a situação seria desesperadora, mas se têm interesse para historiadores, é também porque servem de pretexto para descrever um universo histórico ou antropológico pouco ou erradamente conhecido ? aqui devemos transformar o olhar autobiográfico no olhar histórico ou etnográfico. A autobiografia é um guia concreto, tanto para o leitor quanto para o pesquisador; a autobiografia tem uma visibilidade maior do que um tratado histórico, ou um tratado etnográfico ou sociológico. Talvez por uma questão de forma ? a apreensão de uma totalidade pelo particular. Talvez seja porque o romance imprimiu na nossa cultura a idéia de um personagem principal, de um protagonista, de que é preciso um guia para penetrar no território estrangeiro do passado, por causa dessa fraternidade secreta que subjaz entre as formas simbólicas.
Edição: Editora Universitária São Francisco e CDAPH, 2004 (1a impressão,
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