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Histórico

Em 1976, com as então chamadas Faculdades Franciscanas, surgiu a Universidade São Francisco. Àquela época, ainda que contasse com três câmpus, dispunha de uma infra-estrutura incapaz de abrigar um trabalho educacional de qualidade em favor da comunidade. Em virtude disso, um grupo empreendedor de padres franciscanos decide mudar a história da universidade no que seria uma transição de interesses de duas partes envolvidas: o MEC, imensamente interessado em encontrar uma solução definitiva para a crise institucional que assolava o complexo universitário do Instituto Superior; e o propósito dos Franciscanos em intensificar sua presença institucional em meio à educação brasileira e, sobretudo, em meio à juventude universitária, para com ela compartilhar o legado deixado por São Francisco de Assis, a boa-nova do Evangelho e a missão de educar para o bem e a paz. Aos Franciscanos caberia restaurar e consolidar o complexo universitário, garantindo-lhe a continuidade. Em contrapartida, eles solicitavam que, com dedicação e afinco, a obra de restauração e consolidação do complexo pudesse levá-lo à condição de Universidade - a Universidade São Francisco.

Depois da posse das Faculdades Franciscanas pela Casa Nossa Senhora da Paz e de firmação de acordos, deu-se início ao árduo trabalho. Mais do que reformar alguns prédios, ampliar salas e laboratórios, era necessário restaurar a imagem de uma instituição que estava em significativa crise quando os franciscanos a acolheram: um grande desafio assumido pelos frades, que contaram com o empenho de professores, funcionários e alunos. Muitas outras medidas vieram em seguida, como a criação do Conselho de Administração Superior (CAS) e o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP), e, aos poucos, toda a situação acadêmica foi sendo reestruturada. Ainda assim, somente em 1981, cerca de cinco anos depois do início do processo, é que se pode dizer que essa fase inicial estava concluída.
As novas diretrizes políticas e administrativas conquistaram a aceitação e aprovação de toda a comunidade acadêmica e também das principais autoridades ligadas à área da Educação no âmbito estadual e federal. Isso tudo contribuiu, significativamente, para demonstrar que as Faculdades Franciscanas já haviam atingido a maturidade funcional e pedagógica necessárias para pleitear o reconhecimento como Universidade. Durante o prazo de 18 meses, uma Comissão de Consultores designada pelo CFE analisou e avaliou os aspectos didático-pedagógicos, administrativos e financeiros das Faculdades Franciscanas, de cujos resultados dependia o futuro da tão almejada Universidade São Francisco. Transcorrido o período devido, foram apresentados os relatórios, a partir dos quais a Universidade São Francisco foi oficialmente reconhecida pelo Conselho Federal de Educação por meio do Parecer CFE nº 629/85, aprovado em 8 de outubro de 1985 e homologado pelo Ministério de Educação por meio do despacho de 25 de outubro do mesmo ano. A notícia não poderia ser melhor. Afinal, era o reconhecimento pelo difícil e comprometido trabalho desenvolvido pelos frades e por um imenso e dedicado grupo de professores, funcionários, alunos e colaboradores. A alegria era tanta, que já no próprio dia 8 de outubro, um grupo formado por diversos representantes da Comunidade Acadêmica tomou as ruas de Bragança Paulista numa passeata comemorativa.

Finalmente, no dia 23 de fevereiro de 1986, às 10h, no câmpus I de Bragança Paulista, deu-se a solene instalação da Universidade São Francisco numa cerimônia única, reunindo uma imensa lista de convidados ilustres representando a Ordem Franciscana, o Ministério e a Secretaria da Educação, municípios da região e diversas universidades. Não há dúvidas de que mesmo antes da oficialização das Faculdades Franciscanas como Universidade São Francisco, os frades já cumpriam, com louvor, aquele compromisso assumido junto ao MEC, à Província Franciscana e a toda comunidade universitária. Esse trabalho de persistência e dedicação nunca precisou de um título para ser desenvolvido bravamente, mas, a partir dele, toda uma comunidade firmou o reconhecimento por todo esforço e garantiu um incentivo substancial para que a missão inicialmente proposta fosse cumprida.

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